Blitz da Alegria, no dia do “orgulho gay”
Toda diversidade vem lutando há anos pelo seu espaço na história da
humanidade. Respeitar o próximo não deveria ser lei e sim, cidadania. Guerras e
revoluções são banais, quando o que está em jogo são vidas. Se o pré -
julgamento for por uma característica física, uma opção sexual, cor de pele e
até mesmo por torcer por um time de futebol, podemos deixar de conhecer
determinado ser humano, que apesar das diferenças o ideal pode ser o mesmo:
respeito ao próximo.
Por anos, a humanidade vem criando datas para as classes oprimidas, datas que
no passado foram sinônimos de um basta à violência, extermínio, escravidão... O
que seria um começo de nova era, vem se arrastando por décadas. Esse começo
ainda não chegou plenamente. Nem toda diversidade é respeitada, mas melhor do
que fazer guerra é levar a mensagem de paz, com alegria.
Dia 28 de junho, dia mundial do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais). Historicamente o primeiro movimento foi em 1969, em
Nova York, quando os homossexuais cansados de apanharem dos policiais, que toda
noite invadiam seus espaços de lazer, reagiram e ganharam a batalha contra a
prepotência policial. Nos anos seguintes, nessa mesma data, foram surgindo em
outros estados passeatas, levando a mensagem que os homossexuais também têm
direito a cidadania.
No Brasil são mais de 35 milhões de seres humanos desprezados, discriminados,
violentados e até mesmo covardemente assassinados. Numa rápida pesquisa pela
internet, nos últimos 30 anos, constatamos que mais de 5.600 homossexuais foram
barbaramente executados, isso baseado nos casos em que foram noticiados pela
mídia. Entretanto, sabe-se que existem vítimas da homofobia a cada dia.
Fazendo uma breve releitura do passado sobre as lutas homossexuais podemos
observar que no presente, as lutas pela igualdade vêm ganhando força e novas
formas. Não é preciso violência e nem agressões verbais. Há várias formas de
fazer valer o direito e levar o bom humor as ruas, afinal “o artista vai aonde o povo
esta”, como dizia o poeta.
Estamos em 28 de junho de 2012, Shopping Bourbon, em São Paulo. O cenário não
podia ser melhor, a peça de teatro Priscilla Rainha do Deserto, musical
australiano, de grande sucesso na Broadway. A empresa Geo Eventos resolveu fazer
uma blitz da alegria e não pensou duas vezes em contratar o melhor grupo de
drags de São Paulo, Tchaka Eventos. Sob o comando de Tchaka, a Rainha das
Festas, um grupo de atores performáticos, ficaram desfilando pelos corredores
com muita alegria, brilho e salto alto. Pensando em toda luta que existe pela
igualdade, Tchaka também não pensou duas vezes e resolveu somar forças e lutar
pela inclusão. Chamou para essa ação Priscila Menucci, atriz com nanismo da
agência Kica de Castro Fotografias, que deu um show a parte, levando humor e a
mensagem de inclusão dos grupos homossexuais e pessoas com deficiência. Essa
iniciativa não podia ter outro resultado a não ser o sucesso. O público
interagiu com os atores, muitas poses para fotos, autógrafos e algumas das
mulheres não deixaram de pedir dicas de maquiagem para as drags, “que vamos
combinar”, estavam divinas. Para que essa comemoração fosse completa, o final
não podia ser diferente, os atores ganharam entradas VIP´S para ver o
espetáculo.

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